quarta-feira, 29 de setembro de 2010

The Murder of Crows - Janet Cardiff e George Bures Miller (Individual e Grupo)


“O ASSASSINATO DOS CORVOS” (2008), DE JANET CARDIFF E GEORGE BURES MILLER

Para “O Assassinato dos Corvos”, 98 alto-falantes são montados, em um espaço, sobre assentos, cadeiras e nas paredes, criando assim um ambiente de orquestra. Os visitantes são convidados a sentar-se no centro, em cadeiras demarcadas. O trabalho de áudio, que emana de todos os alto-falantes e é gerado por gravações polifônicas especiais e técnicas de replay, consiste de marchas, canções de ninar, texto falado e composições musicais gravadas, um som se seguindo ao outro, evocando uma narrativa de sonho com efeito imediato, surpreendente e desconcertante.

A instalação é concebida como um filme ou uma peça de teatro, mas cujas imagens e estruturas narrativas são criadas somente pelo som. Inspirada na gravura “O Sono da Razão Produz Monstros” (1799), de Goya, seu título faz referência ao comportamento dos corvos, que vivem, caçam e grasnam em bandos. A voz do artista ocasionalmente surge no megafone colocado no centro, contando séries de sonhos apocalípticos. "O Assassinato dos Corvos ", a maior instalação de sons até hoje produzida pelos artistas, será apresentada em uma ampla galeria, recentemente construída como parte da expansão do Inhotim. A obra tem duração de 30 minutos e foi composta em colaboração com Freida Abtan, Tilman Ritter e Titus Maderlechner.

Janet Cardiff e George Bures Miller estão na vanguarda de uma geração de artistas que empregam tecnologia avançada e trabalham com uma gama de mídias, como vídeos, instalações e gravações sonoras. Da mesma forma que em suas obras anteriores, como "Playhouse" (1997), "The Paradise Institute" (2001) ou “The Berlin Files” (2003), os artistas repetidamente examinam a percepção audiovisual e a ilusão do espectador, explorando a criação de sons esculturais e físicos. A obra alude a temas narrativos enquanto a trilha sonora tridimensional, além de envolver o espectador nos eventos da história, faz dele parte de uma realidade simulada.

Janet Cardiff e George Bures Miller (Brussels, Canadá, 1957; Vegreville, Canadá, 1960; ambos vivem em Berlim, Alemanha e Grindrod, Canadá) têm colaborado em um grande número de projetos desde a década de 90. Em 2001, apresentaram “The Paradise Institute” no Pavilhão canadense da 49° Bienal de Veneza. Em 1990, Janet Cardiff apresentou “Drogan’s Nightmare” (1998) na XXIV Bienal de São Paulo. Desde 2004, “Forty Part Motet” (2001), de Cardiff, é exibida na Galeria Praça do Inhotim.





domingo, 12 de setembro de 2010

Flash Mob

Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.
O primeiro flash mob foi organizado via e-mail (com o endereço themobproject@yahoo.com, criado para este fim), pelo jornalista Bill Wasik, em Manhattan. Mandando o e-mail para 40 ou 50 amigos (de maneira que eles não soubessem que o evento fora planejado pelo próprio jornalista), Bill convidou as pessoas a aparecerem em frente à loja de acessórios femininos Claire’s Acessories. Segundo ele, "A ideia era de que as próprias pessoas se tornassem o show e que, apenas respondendo a este e-mail aleatório, essas pessoas criassem algo" em um mob anônimo e sem liderança.
No entanto, a loja foi avisada antes do acontecimento e a polícia foi acionada, evitando que as pessoas ficassem na frente da loja, frustrando os planos do primeiro mob.
O segundo mob aconteceu em 3 de junho de 2003, na loja de departamentos Macy's. Wasik e amigos distribuiram flyers para pessoas que passavam nas ruas, indicando quatro bares em Manhattan, onde elas receberam instruções adicionais sobre o caráter e o lugar do evento, minutos antes do seu início – para evitar o mesmo problema que ocorreu com o primeiro.
Mais de 100 pessoas juntaram-se no 9º andar de tapetes da loja de departamento, reunindo-se em volta de um tapete caro. Qualquer um aproximado por um vendedor foi avisado a falar que as pessoas reunidas no andar viviam juntas em um depósito nos arredores de Nova York, que estavam procurando por um “tapete do amor” e que todos faziam suas decisões de compra em grupo.

Deriva

A teoria da deriva é um dos trabalhos de autoria do pensador situacionista Guy Debord.
A deriva é um procedimento de estudo psicogeográfico – estudar as ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais das pessoas. Partindo de um lugar qualquer e comum à pessoa ou grupo que se lança à deriva deve rumar deixando que o meio urbano crie seus próprios caminhos. É sempre interessante construir um mapa do percurso traçado, esse mapa deve acompanhar anotações que irão indicar quais as motivações que construiu determinado traçado. É pensar por que motivo dobramos à direita e não seguimos retos, por que paramos em tal praça e não em outra, quais as condições que nos levaram a descansar na margem esquerda e não na direita... Em fim, pensar que determinadas zonas psíquicas nos conduzem e nos trazem sentimentos agradáveis ou não.
Apesar de ser inúmeros os procedimentos de deriva, ela tem um fim único, transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade. Construir um espaço onde todos serão agentes construtores e a cidade será um total.
Essas idéias, formuladas pela Internacional Situacionista entre as décadas de 1950 e 1970, levam em conta que o meio urbano em que vivemos é um potencializador da situação de exploração vivida. Sendo assim torna-se necessário inverter esta perspectiva, tornando a cidade um espaço para a libertação do ser humano.
A deriva tem Guy Debord como um dos seus maiores entusiastas e estudiosos. Este autor formulou o início da Teoria da Deriva em 1958 e publicou na então Revista Internacional Situacionista. Desde então estudiosos, acadêmicos ou não, experimentam esse procedimento com interesses que vão deste simples estudos de uma cidade até a elaboração de dissertações e teses. Atualmente muitas pessoas que estudam geografia urbana, e muitos coletivos que questionam a urbanização experimentam a deriva como forma de estudo e de práxis política.

Le Parkour

O Parkour é uma atividade física difícil de categorizar, mas também uma arte ou disciplina que assemelha-se a auto-defesa nas artes marciais. De acordo com o fundador David Belle, o espírito no parkour é guiado em parte a superar todos os obstáculos em seu próprio caminho como se estivesse em uma emergência.Você deve mover de tal maneira, com quaisquer movimentos, para ajudá-lo a ganhar a maior vantagem possível de alguém ou em alguma coisa, quer seja escapando daquilo ou caçando em direção a isso.Assim, havendo um confronto hostil com alguém, as opções são conversar, lutar ou esquivar. Assim como as artes marciais são uma forma de treinamento para a luta, parkour é uma forma de treinamento para a fuga. Devido a dificuldade em categoriza-la, os praticantes frequentemente colocam-na em sua própria categoria: "Parkour é Parkour".

Flaneur

O Flaneur é a pessoa que dedica seu tempo a vagar pelas ruas, no intento de observar o que acontece ao seu redor, de captar algo de mais perene no cenário urbano. Este passante se locomove a pé – e sem pressa, como requer qualquer “trabalho” de análise da vida cotidiana que se preze.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Las Cartas de la Plaza de Santo Domingo

Esse é o filme da semana que será exibido nesta sexta-feira 10/09/2010, na escola de arquitetura. A imagem ao lado foi criada pelo grupo à partir de uma foto tirada por Joana Nin, na Cidade do México, na Plaza de Santo Domingo, local onde o filme se passa.

Horario: 9:30h
Local: Auditório da Escola
Diretora: Tatiana Carvalho Costa
Link: video